top of page
Buscar

Quando o planejamento falha: como lidar com a frustração na atuação do psicólogo escolar?


Você já se dedicou horas a um planejamento de atividade, oficina ou intervenção e, no dia da aplicação, tudo desandou? Talvez os alunos não se envolveram como você esperava, o tempo foi curto demais, a escola mudou o cronograma ou simplesmente… não deu certo.

Se você se reconheceu, respira fundo. Isso é mais comum do que parece. E não, não é falta de competência.

A frustração faz parte do processo


Na atuação do psicólogo escolar, lidamos com contextos vivos, dinâmicos e por vezes imprevisíveis. não são laboratórios com variáveis controladas. São espaços atravessados por urgências, relações humanas, resistências, afetos e desafios cotidianos.

Por mais preparado que esteja o seu plano, nem sempre o contexto vai acolher da forma como imaginamos. E isso pode gerar frustração — sensação de impotência, desânimo e até vontade de desistir.


Validar o sentimento é o primeiro passo

É importante reconhecer: sim, você tem direito de se frustrar. Isso não te faz menos psicólogo ou menos comprometido. Pelo contrário — só se frustra quem se importa, quem tenta, quem se envolve de verdade com o que faz.

Permita-se sentir. Mas também permita-se seguir.


O que podemos aprender quando não dá certo?

Quando algo falha, pode ser uma oportunidade de repensar, ajustar rotas e se reinventar. Algumas perguntas que podem ajudar:

  • O que exatamente não funcionou? Foi a proposta em si ou o contexto em que ela foi aplicada?

  • Houve um Diagnóstico Institucional antes do planejamento?

  • É possível adaptar o que foi proposto a partir da experiência vivida?

  • Como posso acolher a mim mesmo e me fortalecer para tentar de novo?

Muitas vezes, com pequenas adaptações, aquele planejamento que “deu errado” em um momento pode ser um sucesso em outro.


Criatividade, flexibilidade e cuidado com quem cuida

A atuação crítica e criativa na psicologia escolar nos convida a sair do modelo engessado. Planejar é fundamental, mas abrir espaço para o improviso, para escutar o momento, para mudar a rota — também é atuar com responsabilidade e sensibilidade.

E lembre-se: cuidar de si faz parte da prática profissional. Frustrações não são falhas pessoais. São parte da construção de um caminho mais sensível, real e possível.


E se desse tudo certo o tempo todo?

Talvez não haveria espaço para aprendizagem, para escuta, para reconstrução. A beleza da prática escolar está justamente no desafio de construir junto, com os tropeços e as descobertas do caminho.

Você não está sozinho(a).A cada tentativa, você está plantando sementes. E algumas demoram mesmo pra florescer.

 
 
 

Comentários


bottom of page